



Defender a família é garantir que ela tenha condições de cuidar. Isso vale para uma mãe solo, uma avó que cria netos, um casal homoafetivo, uma família extensa, uma pessoa que cuida de um parente com deficiência ou a família chamada de “tradicional”. Família não é um desenho único: é vínculo, responsabilidade e cuidado. E o Estado precisa dar condições para que esse laço prospere de forma saudável.
Justiça reprodutiva e direito de decidir
Saúde reprodutiva deve ser tratada como direito e questão de saúde pública.
Neon defenderá publicamente a descriminalização e a legalização do aborto como agenda nacional de saúde pública, autonomia e justiça reprodutiva, articulando movimentos sociais, entidades de saúde e a bancada federal. No âmbito estadual, atuará para garantir que os direitos já previstos em lei sejam efetivamente cumpridos no SUS paulista.
Fila Aberta do SUS
Quem espera atendimento tem direito de saber o que está acontecendo.
Todo paciente da rede estadual deve conseguir acompanhar sua solicitação e entender a fila: data de entrada, etapa, tempo médio, critérios de prioridade e canal de resposta. Painéis públicos por região e especialidade também permitem identificar onde faltam profissionais, exames e capacidade de atendimento.
• Direito individual de acompanhar a própria solicitação com linguagem clara.
• Painéis públicos por região, especialidade e procedimento, preservando dados pessoais.
• Fiscalização de metas, contratos e capacidade instalada a partir dos tempos reais de espera.
Renda Paulista do Cuidado
Ninguém deveria empobrecer porque cuida de quem ama.
Famílias atípicas, cuidadoras de pessoas com deficiência, doenças raras, alto grau de dependência ou demências muitas vezes perdem renda porque alguém precisa deixar ou reduzir o trabalho. Neon defenderá uma política estadual que reconheça o cuidado intensivo como questão econômica e social.
• Benefício estadual, condicionado a renda e intensidade do cuidado, para responsáveis em situações de alta dependência.
• Serviços de respiro do cuidado e centros-dia para que cuidadoras e cuidadores possam trabalhar, estudar, ir ao médico ou descansar.
• Saúde mental, orientação jurídica e apoio à autonomia das famílias.
• Reconhecimento de todas as configurações familiares nos serviços e benefícios públicos.
Saúde que reconhece quem você é
Universalidade exige cuidado sem racismo, LGBTfobia, capacitismo ou patologização.
O mandato trabalhará para fortalecer a saúde integral da população negra, das mulheres e da população LGBTQIAPN+. Para pessoas trans e travestis, isso significa regionalizar ambulatórios, garantir continuidade da hormonização e medicamentos, enfrentar filas do Processo Transexualizador, qualificar saúde transmasculina e assegurar o uso do nome social em toda a rede.
• Fortalecer a Política de Saúde da População Negra e enfrentar desigualdades na saúde materna e no atendimento.
• Garantir acesso sem constrangimento aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e ao aborto legal nos casos previstos em lei.
• Garantir dignidade menstrual a todas as pessoas que menstruam.
• Produzir dados com recortes de raça, território, deficiência, gênero e identidade, com proteção de privacidade.
Saúde mental em liberdade
Cuidar não é isolar.
Defender CAPS, atenção territorial, redução de danos e luta antimanicomial. Fiscalizar contratos de acolhimento e internação e impedir que a falta de rede pública seja substituída por institucionalização sem controle. O mandato dará atenção especial ao adoecimento relacionado ao trabalho, assédio e sobrecarga de servidores, profissionais de saúde, educação e cuidado.
Envelhecer com autonomia
Ampliar centros-dia, atenção domiciliar, convivência, prevenção da violência e apoio às famílias cuidadoras; fiscalizar instituições de longa permanência e garantir respeito à identidade, autonomia e vínculos afetivos de pessoas negras, com deficiência e LGBTQIAPN+ idosas.
Vida independente para pessoas com deficiência
O mandato defenderá acessibilidade física, comunicacional, digital e atitudinal, educação inclusiva, tecnologias assistivas, mobilidade, acesso ao trabalho e participação direta das pessoas com deficiência nas decisões. Essas políticas deverão reconhecer que o capacitismo não atua sozinho: raça, gênero, território e renda também determinam quem consegue acessar diagnóstico, tratamento, escola, trabalho, transporte e proteção social.
Neon defende atenção específica às pessoas negras com deficiência, especialmente mulheres, crianças, jovens e moradores das periferias, enfrentando o racismo institucional nos serviços públicos e produzindo dados que permitam identificar desigualdades de acesso. Famílias atípicas precisam ser tratadas como sujeitos de direitos, e não apenas como suporte informal de um sistema que não chega.
Outros compromissos:
Apoiar cooperação estadual para ampliar creches e horários compatíveis com a vida de famílias trabalhadoras, respeitando a competência municipal na educação infantil.
• Valorizar trabalhadores da saúde e do cuidado e melhorar condições de trabalho no serviço público.
• Fortalecer políticas de proteção integral de crianças e adolescentes, com prevenção a abuso, violência, racismo e discriminação.
• Garantir que serviços públicos reconheçam famílias homoafetivas, redes de afeto e outras configurações familiares em cadastros, visitas, decisões clínicas e políticas de cuidado.