QUE LUZ É ESSA?
Sou herdeira de minha mãe, uma trabalhadora doméstica com coração de poeta.
Ela contava que, quando nasci, viu o céu brilhar e mudar de cor.
Cresci entendendo aquela luz como herança: a capacidade de reconhecer vida e dignidade onde o mundo tantas vezes escolhe não enxergar.
Minha trajetória política começou ainda na infância, acompanhando minha mãe nas faxinas. Atravessou mais de 40 anos de serviço público, a violência provocada pela intolerância e a atuação independente nos movimentos de mulheres negras e LGBTQIAPN+.
Minha ancestralidade não ficou no passado. Ela se atualiza no compromisso com as urgências do agora e com quem ainda luta por direitos que deveriam estar garantidos.
É dessa experiência que nasce minha decisão de ocupar a política.
Porque a vida concreta exige transporte digno, saúde integral, educação pública de qualidade, creche, moradia, trabalho, renda e proteção às diferentes configurações familiares.
Exige o direito de envelhecer com dignidade. Exige cuidado com os animais e com o ambiente. Exige que pessoas trans e travestis possam entrar, permanecer e realizar seus projetos nos espaços de educação, trabalho, cultura e decisão.
Para mim, política é organizar a coragem coletiva para transformar o que o Estado não vê em direito, orçamento, proteção e dignidade.
NINGUÉM DEVERIA PEDIR LICENÇA PARA EXISTIR.
São Paulo não pode continuar tratando como invisíveis as pessoas que trabalham, cuidam, criam, sustentam suas comunidades e constroem todos os dias a riqueza deste Estado.
Nenhuma vida é pequena.
Ninguém deve pedir licença para existir. Muito menos para sonhar e realizar.
Por isso, nossa candidatura nasce como uma convocação coletiva à vida e à transformação social. Não é um projeto individual nem uma promessa distante. É um compromisso com o agora, com as necessidades concretas da população e com sonhos que não podem continuar sendo adiados.
Queremos um Estado que não abandone, não persiga e não produza mais violência.
Um Estado que reconheça.
Que cuide.
Que proteja.
Que garanta condições reais para que cada pessoa viva com liberdade e dignidade.
JUSTIÇA PARA EXISTIR.
Existir com liberdade, segurança e reconhecimento é um direito, não um privilégio.
Queremos enfrentar o racismo, o cissexismo, a violência de gênero, a LGBTfobia, o capacitismo, o etarismo, o racismo religioso e todas as formas de exclusão institucional.
Defender direitos humanos é impedir que o Estado escolha quais vidas merecem proteção e quais podem ser abandonadas.
Queremos uma segurança pública que proteja vidas, um Estado laico que respeite a liberdade religiosa, políticas que enfrentem a violência política e uma cultura que preserve nossas memórias, nossas histórias e nossa capacidade de imaginar outros futuros.
BEM VIVER PARA VIVER PLENAMENTE.
Bem Viver é ter condições para viver plenamente, e não apenas sobreviver.
É poder cuidar da saúde, alimentar-se, morar com segurança, envelhecer com dignidade, construir vínculos e ter tempo para a própria vida.
O cuidado não pode continuar sendo responsabilidade solitária das famílias, muito menos das mulheres negras.
Cuidar é uma responsabilidade pública e coletiva.
Queremos saúde pública, mental e integral. Segurança alimentar. Acesso à moradia. Acessibilidade. Proteção social. Dignidade para quem envelhece. Cuidado para quem cuida.
Queremos que cada pessoa possa viver seu corpo, sua identidade, sua família e seus afetos com autonomia e respeito.
REPARAÇÃO PARA APRENDER, CRIAR E REALIZAR.
Reparação é transformar o reconhecimento das desigualdades históricas em investimento público, oportunidade concreta e poder de escolha.
Não se trata de voltar ao passado.
Trata-se de impedir que o passado continue decidindo quem pode aprender, trabalhar, criar, sonhar e realizar.
Queremos uma educação pública, inclusiva e antirracista. Queremos proteger a infância, garantir creche, combater a evasão, ampliar o acesso à cultura e criar condições para que pessoas negras, indígenas, trans, periféricas, LGBTQIAPN+ e com deficiência possam permanecer, criar e ocupar os espaços onde suas vozes historicamente foram silenciadas.
Porque sonhar também é um direito político.
TRABALHO, RENDA E AUTONOMIA PARA REALIZAR.
Trabalho e renda são condições de liberdade.
Sem autonomia econômica, muitos direitos existem apenas no papel.
São Paulo funciona porque milhões de pessoas realizam trabalhos essenciais, muitas vezes sem proteção, reconhecimento ou renda suficiente.
Queremos valorizar trabalhadoras domésticas, cuidadoras, catadoras, ambulantes, trabalhadoras e trabalhadores informais.
Queremos inclusão produtiva, formação, proteção social, economia solidária, ações afirmativas e trabalho digno.
E queremos tempo.
Porque quem trabalha precisa ter tempo para descansar, cuidar, conviver, estudar e viver.
DIREITO À CIDADE, AO TERRITÓRIO E À CONVIVÊNCIA.
Território não é uma palavra abstrata.
É onde a vida acontece.
O direito à cidade precisa incluir moradia, mobilidade, saneamento, iluminação, cultura, convivência, segurança e proteção diante da crise climática.
Uma cidade democrática não expulsa, não segrega e não transforma diferenças em motivo de abandono.
Queremos justiça climática, enfrentamento ao racismo ambiental, proteção dos territórios quilombolas e políticas que reconheçam que quem mais sofre com a crise climática é também quem menos teve responsabilidade por produzi-la.
E queremos uma relação diferente com a vida: proteção animal, prevenção ao abandono, atendimento veterinário público, combate aos maus-tratos e responsabilidade ambiental.
DEMOCRACIA PARA TRANSFORMAR O ESTADO.
Representatividade não termina quando uma pessoa chega ao Parlamento.
Ela começa quando essa presença abre caminhos, redistribui poder e transforma decisões públicas.
Queremos um mandato aberto, presente e comprometido com resultados.
Um mandato que escute os territórios, dialogue com movimentos sociais, preste contas, fiscalize o Poder Executivo, dispute o orçamento e acompanhe cada política pública até que ela chegue à vida concreta.
Porque não basta apresentar projetos.
É preciso acompanhar sua tramitação, defender orçamento, fiscalizar a execução e mostrar à sociedade o que avançou, o que está parado e quem precisa responder.
E nenhum mandato transforma São Paulo sozinho.
Precisamos de rede.
De movimentos sociais, sindicatos, universidades, especialistas, comunidades, organizações da sociedade civil e de novas lideranças.
Porque representatividade não é colocar uma única pessoa no poder.
É abrir caminhos para que muitas outras possam chegar, permanecer e decidir.
UMA CONSTELAÇÃO NÃO É FEITA DE UMA ESTRELA SÓ.
Nenhuma estrela sozinha forma uma constelação.
Toda pessoa é uma estrela.
Juntas, somos a Constelação Neon.
Nossa candidatura transforma trajetória em compromisso e compromisso em ação pública.
Queremos ocupar a Assembleia Legislativa para fazer o orçamento chegar a quem precisa, fiscalizar o que não funciona, enfrentar privilégios e construir políticas com quem conhece os problemas porque os vive todos os dias.
Esta é a luz que nasce da ancestralidade, atravessa a experiência e se transforma em compromisso.
Uma luz que não existe para iluminar uma pessoa.
Existe para iluminar caminhos.
Para fazer o Estado enxergar quem ele deixou no escuro.
Existir é um direito.
Sonhar é uma potência.
Realizar é uma tarefa coletiva.
NEON CUNHA 13913
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