



Nenhuma pessoa deve ser reduzida ao pior momento da própria vida. São Paulo tem universidades, Etecs, Fatecs, cultura, empresas e capacidade de investimento. Essa infraestrutura precisa abrir portas reais para jovens, trabalhadores idosos, pessoas trans, população negra, pessoas com deficiência, quem deixou a escola e quem precisa reconstruir a vida depois de perder emprego, casa ou vínculos.
Escola pública que abre caminho
Professor valorizado, aprendizagem, formação técnica, cultura e permanência.
Neon defenderá carreira e condições de trabalho dos educadores, recuperação da aprendizagem, EJA, expansão de Etecs e Fatecs, permanência estudantil, cultura e esporte. Será contra a militarização da escola e a favor de equipes, educadores e oportunidades capazes de enfrentar violência e abandono escolar.
• Fiscalizar a aplicação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 sobre história e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas.
• Combater racismo, machismo, capacitismo, bullying e LGBTfobia; garantir nome social e permanência de estudantes trans.
• Garantir educação inclusiva e apoio a estudantes com deficiência e famílias atípicas.
Direito ao nome e à identidade
O direito reconhecido no papel precisa valer em todos os balcões do Estado.
São Bernardo do Campo já incorporou o nome social à administração municipal. Na ALESP, tramita proposta de gratuidade da retificação para pessoas trans em situação de vulnerabilidade, associada à trajetória de Neon. O mandato defenderá sua aprovação e uma política estadual para que a atualização legal de nome e gênero seja refletida nos sistemas públicos estaduais sem constrangimento e sem repetição desnecessária de procedimentos.
• Gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade.
• Atualização integrada de cadastros estaduais, com proteção do dado anterior.
• Fiscalização do uso do nome social em saúde, educação, segurança, universidades e demais serviços estaduais.
Recomeço 40+
Experiência não pode virar condenação ao desemprego.
Neon defenderá uma agenda estadual de atualização tecnológica, requalificação e intermediação para trabalhadores 40+ que perdem emprego ou precisam mudar de área. Etecs, Fatecs, PATs e empresas que recebem incentivos estaduais podem formar uma rede de recomeço profissional.
Proteção, Cuidado e Moradia
Para sair da rua, não basta entregar uma chave.
Pessoas em situação de rua vivem realidades muito diferentes, muitas vezes atravessadas por violência, sofrimento mental, dependência, aliciamento e ruptura de vínculos. Neon defenderá uma política estadual que combine proteção, cuidado, moradia e reconstrução da autonomia, respeitando as necessidades de cada pessoa.
Moradia Primeiro, locação social, moradia assistida e acolhimento protegido, conforme cada situação.
Integração entre habitação, CAPS, assistência social, documentação, trabalho e renda.
Proteção específica para mulheres, idosos, pessoas com deficiência e população LGBTQIAPN+ expostas à violência e exploração.
Segurança pública voltada ao combate ao tráfico, aliciamento e redes de exploração, sem criminalizar a população em situação de rua.
Socioeducação para recomeçar
Responsabilizar não pode significar abandonar o futuro.
Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas continuam sendo sujeitos de direitos. A Fundação CASA deve garantir escolarização, formação profissional, saúde, cultura, esporte, acompanhamento psicossocial e condições reais de reconstrução de projetos de vida. O mandato de Neon fiscalizará a política socioeducativa estadual para que a internação seja, como determina o ECA, excepcional e orientada pela proteção integral e pela reinserção social.
Universidade para entrar, permanecer e concluir
O acesso só vira oportunidade quando existe condição para permanecer.
São Paulo tem universidades estaduais, Etecs e Fatecs capazes de transformar trajetórias, mas entrar não basta. Neon defenderá uma política de permanência estudantil que enfrente as desigualdades de renda, raça, território, deficiência, gênero e responsabilidades de cuidado.
• Ampliar bolsas de permanência, alimentação, moradia estudantil, transporte e acesso digital.
• Fortalecer políticas de permanência nas universidades estaduais e nas Fatecs, com transparência sobre demanda, orçamento e atendimento.
• Garantir acessibilidade e tecnologias assistivas para estudantes com deficiência.
• Criar respostas para estudantes que são mães, pais ou responsáveis pelo cuidado de outras pessoas.
• Fortalecer ações afirmativas e políticas específicas de permanência para estudantes negros, indígenas, quilombolas e trans.
• Enfrentar evasão por pobreza, discriminação ou impossibilidade de conciliar estudo, trabalho e cuidado.
Orfandade, abandono e ruptura de vínculos
Nenhuma criança ou adolescente pode perder também o futuro quando perde sua rede de proteção.
Crianças e adolescentes podem chegar à rede pública pela morte de seus responsáveis, pelo abandono, pela violência doméstica ou pela expulsão de casa — inclusive em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. O Estado precisa responder antes que a ruptura familiar se transforme em situação de rua, evasão escolar, violência ou exploração.
• Integrar educação, saúde, assistência social, Defensoria e sistema de garantia de direitos para acompanhar crianças e adolescentes em situação de orfandade ou ruptura familiar.
• Fortalecer acolhimento familiar e institucional com qualidade, acompanhamento individual e preservação de vínculos seguros.
• Criar atenção específica para crianças e adolescentes expulsos de casa por LGBTfobia, violência ou intolerância religiosa.
• Garantir documentação, escola, saúde mental, alimentação e proteção de renda durante o acolhimento.
• Preparar adolescentes para a saída do sistema de acolhimento, com moradia, formação, trabalho e acompanhamento após os 18 anos.
• Produzir dados sobre orfandade, abandono e expulsão familiar para orientar orçamento e políticas públicas.
O ABC merece um Ibirapuera
Uma região com milhões de habitantes merece um grande parque público à altura de sua história.
O Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, possui cerca de 341 mil m². A proteção da área remonta às mobilizações e iniciativas legais dos anos 1980; o parque estadual foi formalmente criado em 2001 e inaugurado em 2014. Ainda assim, seu potencial ambiental, cultural e de convivência está longe de ser plenamente realizado.
Neon defenderá um projeto estadual de valorização da Chácara da Baronesa como grande parque público metropolitano do ABC:
• Garantir investimento permanente em recuperação ambiental, manutenção, segurança, iluminação e acessibilidade.
• Ampliar equipamentos de cultura, esporte, lazer, educação ambiental e convivência.
• Recuperar e preservar patrimônio ambiental e histórico da área.
• Melhorar acesso por transporte público, bicicleta e circulação de pedestres.
• Construir programação permanente com escolas, universidades, artistas e comunidades do ABC.
• Criar mecanismos de gestão participativa com moradores e organizações da região.
• Garantir orçamento, cronograma e transparência sobre obras e investimentos.
Cultura como trabalho e pertencimento
Descentralizar recursos culturais, reduzir burocracia e fortalecer artistas negros, periféricos, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e iniciativas comunitárias. Reconhecer moda periférica, costura, samba, hip-hop, culturas tradicionais, produção do ABC e do interior como trabalho, patrimônio e possibilidade econômica.
Território, justiça climática e permanência
Quando o desastre chega, ele encontra desigualdades que já estavam ali.
Enchentes, deslizamentos, incêndios e ondas de calor atingem com mais força as periferias, os territórios negros e quilombolas e as famílias com menor renda. Mulheres, especialmente mulheres negras e chefes de família, acumulam ainda o cuidado com crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais durante e depois das emergências. Neon defenderá uma política de justiça climática que reconheça essas desigualdades antes, durante e depois dos desastres. Justiça climática também é garantir que mulheres negras, periféricas e quilombolas não sejam sempre as primeiras a perder e as últimas a receber proteção.
• Fiscalizar obras de prevenção, drenagem, contenção de encostas, saneamento e adaptação climática, priorizando territórios negros, periféricos, quilombolas e áreas historicamente negligenciadas.
• Exigir mapas públicos de risco com recortes de raça, gênero, renda, idade e deficiência, para que o investimento chegue primeiro a quem está mais exposto.
• Garantir participação de mulheres, especialmente negras, lideranças comunitárias e moradoras dos territórios no planejamento das políticas de prevenção e resposta.
• Estruturar abrigos acessíveis e seguros, com proteção contra violência e assédio, espaços adequados para crianças, pessoas idosas e com deficiência, respeito às diferentes configurações familiares e acolhimento de animais.
• Criar protocolos específicos para mulheres em situação de violência, gestantes, puérperas e responsáveis pelo cuidado durante deslocamentos e emergências.
• Proteger territórios quilombolas e comunidades tradicionais contra remoções, perda de território e abandono institucional após eventos climáticos.
• Garantir que reconstrução, auxílio emergencial e políticas habitacionais considerem quem perdeu renda, trabalho, documentos e redes de cuidado, evitando que mulheres e famílias negras sejam empurradas ainda mais para a precariedade.
• Enfrentar o racismo ambiental como questão de orçamento e planejamento urbano: não é aceitável que determinados territórios convivam por décadas com alagamento, falta de saneamento, calor extremo e ausência de infraestrutura.
Outros compromissos:
Fortalecer acolhimento regionalizado para pessoas LGBTQIAPN+ expulsas de casa, idosas, ameaçadas ou em situação de violência.
• Combater arquitetura hostil e políticas de expulsão de pessoas em situação de rua, priorizando moradia, cuidado e reinserção.
• Proteger territórios quilombolas, permanência, saneamento, cultura, infraestrutura e formas de produção.
• Fortalecer proteção animal com castração, vacinação, atendimento veterinário acessível, combate a maus-tratos e resposta em desastres.